As novas gerações em Portugal

Mauro Azóia, Enólogo, Adegas Vidigal

 

Por Evelyn Israel – Enólogo

 

 

Mauro Azóia começou a trabalhar como enólogo em 2008 na sua cidade natal de Almeirim, na Quinta da Alorna no vale do Tejo, uma importante área para os vinhos brancos Portugueses. Mais tarde, na mesma região, sendo ainda um jovem enólogo, juntou-se à equipa de enólogos do Pinhal da Torre, uma empresa que produz vinhos de alta qualidade, trabalhando posteriormente sob a orientação de Russell Burns. Ele salienta como a influência de Russell o inspirou para querer saber cada vez mais sobre as diversas metodologias vinícolas, variedades de uvas e diferentes terroirs em todo o mundo. Por isso, tornou-se um ‘enólogo itinerante’. Iniciou a sua jornada no sul da Austrália onde trabalhou para vários viticultores, viajando em seguida para diferentes partes do mundo depois de trabalhar para os Torbreck and Kalleske Wines: Nova Zelândia (Indevin), Estados Unidos, Califórnia (Silver Oak Cellars), África do Sul (Saronsberg Estate) e França (Fayolle Daughter and Son).

 

Mauro Azóia e François Gilbert, Vinexpo Bordéus 2015

 

De toda a experiência que adquiriu, a mais importante é o seu conhecimento das variedades de uvas. Em França, aprendeu como as variedades francesas se tornaram emblemáticas no Novo Mundo, e como estão hoje adaptadas a diferentes terroirs, por exemplo a Cabernet Sauvignon e Pinot Noir na Califórnia, a Syrah na Austrália e a Sauvignon Blanc na Nova Zelândia. Ele refere como se sentiu inspirado quando teve a oportunidade de trabalhar e aprender sobre a produção de vinho e cidra naturais, e defende a sua causa com entusiasmo devido ao seu grande potencial e qualidade, muitas vezes superior à do vinho tradicional.

 

Depois de regressar, trabalhou na empresa da família na Guiné-bissau onde tinham uma quinta de produção de mangas orgânicas e onde produziam licores e brandy, no que foram pioneiros neste país.

 

Faz atualmente parte da equipa de enólogos da Vidigal Wines, sedeada em Leiria, sob a direção de António Ventura, cujo objetivo é produzir vinhos para diferentes consumidores finais, mantendo ao mesmo tempo o elevado nível de qualidade e as caraterísticas únicas dos vinhos portugueses.

 

A empresa Vidigal é proprietária de várias adegas estabelecidas na região de Lisboa. Em conjunto, perfazem um total de 450 hectares de vinhas. Os vinhos aqui produzidos são muito influenciados pelas brisas do atlântico, que produzem vinhos muito frescos e frutados. As principais variedades utilizadas na produção dos seus vinhos são a Touriga Nacional, Aragonez (Tempranillo), Castelão, Syrah e Cabernet Sauvignon. Ao mesmo tempo, têm ligações a outros produtores de vinhos noutras áreas como as regiões do Tejo, Douro, Alentejo, Dão e Vinho Verde. Aqui, seguem o processo de produção do vinho desde a vinha à mistura final. Deste modo, podem oferecer ao mercado uma vasta gama de produtos de diversas regiões vinícolas portuguesas, mas sempre à sombra da Vidigal.


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